Primitivo di Manduria – o vinho do momento

Cada vez mais aumenta a procura por vinhos feitos com a uva Primitivo, em especial, provenientes da Manduria. O Primitivo di Manduria é o vinho do momento?

O movimento começou há algum tempo, mas se intensificou recentemente: cada vez mais aumenta a procura por vinhos feitos com a uva Primitivo, com origem na região da Puglia, o “salto da bota” da Itália, no sul do país. Em especial, os vinhos provenientes da Manduria, pequena comuna dentro da Puglia. O Primitivo di Manduria é o vinho do momento?

Os Primitivos estão longe de ser novidade, na verdade. Inclusive, existem relatos da produção de vinhos com a cepa pelo menos desde o século XVIII, e até teorias de que a história seria mais antiga, já desde o século XV. E a uva já está entre as 10 mais plantadas da Itália há algumas décadas.

Seu nome é uma referência ao seu tempo de maturação: enquanto as uvas tintas geralmente estão prontas para a colheita no hemisfério norte por volta de outubro, a Primitivo amadurece rápido e geralmente está relativamente madura em setembro, até final de agosto. Por isso, com o tempo adicional no pé até a colheita, os vinhos geralmente são mais macios e alcóolicos do que a média.

Mas e o sucesso do Primitivo di Manduria no Brasil?

Bom, é aí que entra a influência dessas características de maciez e alcoolicidade elevadas. O paladar médio do bebedor de vinho brasileiro é muito acostumado com vinhos macios do Novo Mundo, em especial de Chile e Argentina.

A Primitivo acaba sendo uma porta de entrada para que o consumidor conheça um pouco mais vinhos europeus, e com o crescimento do mercado de vinhos do Brasil ele acaba se beneficiando. Como também são produzidos em região de clima quente, são diversas as semelhanças.

A parte que mais interessa – algumas dicas de vinhos com a Primitivo:

Primitivo di Salento Amanti: os primitivos de Salento são responsáveis pela maior parte da produção dos vinhos com essa cepa na região. Não fogem da característica: são macios, tem bom corpo, mas não tem a mesma estrutura dos primitivos de Manduria. O Amanti é nosso tinto mais vendido entre todos os rótulos da Porto di Vino! Sucesso absoluto e relação qualidade x preço sem igual.

Primitivo di Salento Amanti

 

Primitivo di Manduria DOC Koiné: aqui a coisa começa a ficar mais séria. Primitivo di Manduria é a DOC mais respeitada e celebrada na produção dos vinhos com essa cepa. O Koiné é um rótulo que consegue aliar a complexidade e os taninos firmes dos vinhos que vem de Manduria com um ótimo preço.

 

Primitivo di Manduria Koiné

 

Primitivo di Manduria Riserva DOC Magnifico: se por ser Primitivo di Manduria os vinhos já são celebrados, os Riserva são ainda mais enaltecidos. Muita potência, estrutura e maciez dentro da garrafa. Um vinhaço! O Magnifico é importação exclusiva Porto di Vino.

 

Primitivo di Manduria Riserva Magnifico

Zinfandel, a “primitivo americana”

Os americanos tem tanta intimidade com a Zinfandel que costumam chamá-la carinhosamente de “Zin”. A cepa europeia chegou aos Estados Unidos provavelmente no começo do século XIX, diretamente da Croácia, seu país natal. Mas a história da ida da Zinfandel para a América não tem nada a ver com a ida da mesma cepa para a Itália. Os dois países a importaram diretamente de sua origem, cada um a seu tempo.
Nos EUA foi largamente utilizada para fazer rosés que ficaram conhecidos curiosamente como “white zinfandel” – um estilo criado na casa Sutter Home, sucesso de mercado que chega a vender 300 milhões de dólares por ano nos EUA. A Zinfandel é a quarta uva mais plantada pela indústria vinícola californiana, perdendo apenas para Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e Merlot.
Os tintos de zinfandel americanos lembram muito em estilo os Primitivo da Puglia, com as tais notas compotadas no aroma e certa doçura na boca. Seja Zinfandel, seja primitivo, recomendamos acompanhar com um bom pedaço de queijo grana padano. Que tal?
Saúde!
Quer ler mais sobre o assunto? Veja AQUI uma matéria interessante do site “Opening a Bottle” sobre a Primitivo.