Rolha de cortiça x tampa de rosca: qual a diferença?

Clientes estão tomando suas decisões com base nisso. Vale a pena saber a diferença!

Árvore Sobreiro
Sobreiro, árvore da qual se extrai a cortiça.

Em alguns anos trabalhando com vinhos sempre esbarramos nessa pergunta: qual a diferença da tampa de rosca para a tradicional rolha de cortiça? E ainda, clientes tomando a sua decisão de compra baseados nisso.

Primeiro, um pouco da história da rolha de cortiça. O material começou a ser usado no fechamento das garrafas de vinho por volta do século XV e desde então, é a principal matéria-prima usada na tampa. É um material natural, que é maleável o suficiente para selar as garrafas e permite uma passagem mínima de oxigênio. Ótimo, não é?

Tampa de rosca e rolha
Tampa de rosca.

Bom, entretanto, nem tudo são flores. As rolhas de cortiça, como todo produto natural, podem ver sua qualidade oscilar bastante. Além disso, claro, é um material finito, e com a crescente demanda por vinhos ao redor do mundo, fica cada vez mais cara – de 2 a 3x mais caras!

As tampas de rosca acabam sendo uma solução mais barata e com bem menos desvio de qualidade. Além disso, para o consumo de vinhos jovens e sem muitas pretensões, não há a expectativa que o vinho vá evoluir na garrafa e portanto, a questão da passagem do oxigênio perde importância. Em países como Austrália e Nova Zelândia as tampas de rosca já são absoluta maioria.

Na prática, ao redor do mundo, a tampa de rosca cresce bastante principalmente nos vinhos brancos, rosés e tintos mais jovens, enquanto nos tintos mais complexos, a cortiça continua a opção mais popular.

Na hora da decisão da compra do dia a dia, clientes que optam pela rolha acabam também optando por material sintético sem nem saber: boa parte das rolhas dos vinhos mais acessíveis são na verdade feitas de plástico e imitam as rolhas de cortiça.

Rolhas de plástico
Rolhas de plástico são alternativa à cortiça.

E claro, sempre há espaço para o debate entre praticidade e tradição: enquanto em uma das opções não se precisa se saca rolha, na outra há todo o charme do ritual de abrir um bom vinho. A boa notícia é que as duas opções são muito válidas para nós amantes do vinho!

Depois de tudo isso, nossa dica: não julgue o vinho pela tampa! 😉

Saúde!